quarta-feira, 7 de junho de 2017

Hugo Paz em escola do Santo André

Nessa terça 06/06, estive a convite da professora Ana Maria Barreto, na escola estadual Marechal Juarez Távora, onde participei de uma atividade literária e artística com alunos no ensino fundamental II.
Teve performance poética com direito a acompanhamento musical e banda, palestra sobre minha história de vida, abordagem a importância da leitura na vida das pessoas.
Foi a minha segunda participação nessa instituição de ensino, que inclusive estive no ano passado(2016).
Espetacular!!!
Uma tarde muito construtiva e interativa.
A leitura e a educação são passos importantíssimos para mudanças no contexto social.

"Um país de faz com homens e livros"

Monteiro Lobato


































sábado, 29 de abril de 2017

PAPO DE LEIGO

Marido e mulher estão na sala, ela, folheando uma revista sem muito interesse e ele olhando distraidamente pela janela:
- Querida, já reparou como a noite está linda?
- não. - responde ainda com os olhos vagamente fixos na desinteressante revista.
O marido ainda com aquele otimismo que pode ofender uma dona de casa, à noite, já cansada, continua:
- Amanhã fará um lindo dia de sol!
- Você quer dizer "quente".
- Sério! as estrelas estão lindas!
- Muitas delas não estão mas lá.
- Eu sei! mas não é impressionante que mesmo tendo morrido ainda continuem brilhando?
- Acho que o brilho percorre delas era de quando eram vivas, elas, quando morrem, ouvir dizer, formam buracos negros.
- Olha querida, eu já ouvi falar disso, mas o que estou querendo dizer é que o brilho que encanta...
- Sabe o que um buraco negro faz?
- Não, mas...
- Ouvi dizer que sugam tudo ao redor, e que a matéria humana seria instantaneamente desintegrada em um deles.
- Tá! tá! - Exasperou-se - Querida,só estou querendo dizer que a noite está linda e que amanhã teremos um lindo dia ensolarado!
- Bom mesmo são dias nublados - falou tranquilamente finalmente deixando a revista de lado.

À essa altura o marido já perdendo o entusiasmo pela noite, indagou impaciente:
- Qual é o seu problema com o sol?
- Sabia que ele também é uma estrela?
- Deus do céu! Sabia! E daí?
- como assim e daí? Sendo uma estrela um dia ele irá morrer... Implodir ou explodir? Existem explosões no espaço?
Ele respirando fundo:
- Querida está vendo meu diploma de astrofísico ali na parede?
- Não...
- Claro que não! Porque ele não existe! Ou seja, não sei! Apenas contemplei a noite e...
- Implodir... Explodir, eu não sei, mas um dia esse lindo sol irá morrer, virar um gigantesco buraco negro e engolir não somente a Terra, mas toda a via láctea e se bobear adjacências.

Já sem paciência ele resolveu dar uma provocada:
- Sabe o que eu acho? Que depois de tudo isso que disse, você mesmo irá passar a noite ´torcendo para que o sol apareça pela manhã salvo e brilhante.
-  Na verdade, não/
- Posso saber a razão da segurança?
- Claro. Se o sol morresse nós seriamos sugados ou dizimados antes mesmo de piscar, 
- Tá bom, chega! Vou dormir!
- Mas querido, eu ia servir o jantar perto da janela para apreciarmos o céu!
- Boa noite!

J.Mendes


quarta-feira, 15 de março de 2017

Hugo Paz na Casa de Portugal

Não há razão

Não há como dizer que amanhã o novo dia não estará lá
Para acordar suas manhãs

A noite chegará mais cedo do que se pensa

A tarde despertará para que seus caminhos se encontrem
Num repouso abençoado de um abraço...
Mas talvez não de alguém,
E sim daquilo que esteja dentro de você.

O por do sol está lá o esperando de sorrisos abertos
Para que o destino seja apenas
Um fruto de sua imaginação
E o agora...
O grande recomeço.

Aqueles que temem o fracasso mais que tudo
É porque não se declarou a loucura...
Ilustre presença que não teme o próprio fim
Assim como nascer.

O saudoso suspense da vida,
É andar sobre o olhar do desconhecido.

Quem ama ao mesmo tempo não ama
E quem odeia é porque não descobriu
O outro lado de si mesmo.

Distribuir gargalhadas sem nenhum propósito
Pode ser a estrada para que a covardia seja aprisionada
Para sempre no espírito daqueles que se dizem sábios do mundo.

Ninguém possui uma sabedoria convicta de tudo
E a humildade é um dos presentes mais valiosos
Por isso que não é dada a qualquer um.

Nas estradas da vida...
Não há começo, meio ou fim
Ela é apenas uma miragem daquilo que construímos para nós.

Viver exige cuidado...
Mas não perante o presente ou o amanhã.

E sim para que a vida não ganhe traços
De um instante pacato e sem emoções.

Pois viver é isso
Fazer do instante presente
Uma construção para que o futuro
Alcance a graça necessária e
Para que os sentimentos
Ganhe algum sentido contraditório.

E não sejam apenas mais um gole
De uma razão convencional.

Hugo Paz

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Alberto Cuddel - Reclamações Matutinas





Reclamações matutinas

Acordas ao toque do irritante despertador
Reclamas da hora, do cansaço, do acordar
Reclamas, mas tens certamente empregador
Reclamas do pequeno-almoço a mastigar
Mas certamente tens ainda o que comer
E reclamas de tudo mesmo o sem saber
Que o que custa não é reclamar, mas viver!

És, como todos insatisfeito,
É isso homem é teu por direito,
Perseguimos uma outra vontade
Não sabendo ao certo o que de verdade,
Talvez uma utópica felicidade?

E tantos sem nada sobre o que reclamar,
Por nada terem a sonhar…

Reclamas, mas o que custa não é reclamar
O que nos custa a nós na nossa humanidade,
Não é reclamar, mas saber o que podemos fazer!

Alberto Cuddel
#LivrodeReclamacoes

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

LENHA NA FOGUEIRA

LENHA NA FOGUEIRA
(ou FOGO DE PALHA)

Cadê aquela ‘gente das panelas’
das ‘camisas amarelas’
que clamavam por ‘Justiça’?


Acaso resolveram-se as mazelas
as quizilas, as querelas?
(ou a ‘massa’ fez-se omissa)?


Pra onde foram tantos tagarelas
(todos aqueles e aquelas)
Entregaram-se a preguiça?


E o povo das ‘senzalas’, das ‘favelas’???
Cadê os Lampiões, os Marighelas???
Aonde estão, meu Deus? Foram à missa?


Verteu-se num silêncio angustiante
‘’de um povo heroico o brado retumbante’’?
O mal enfim venceu . . .  pela insistência?


Tornou a ser anão o tal ‘Gigante’?
O pouco que fizemos . . .  foi bastante?
A exclamação tornou-se reticência?


E as indignações contagiantes
dos ‘cidadãos de bem’, ‘manifestantes’?
Renderam-se a uma ‘santa paciência’?



Padecem de impotência os replicantes?
São ‘fulos sob efeito de calmantes’?
(ou TODOS . . . padecemos de demência)?

PAULO MIRANDA BARRETO
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.


















sábado, 7 de janeiro de 2017

Segunda Antologia Literária Feminina "Mulheres Nuas"

  
  Segunda Antologia Literária Feminina "Mulheres Nuas" 
Organizador: Paulinho Dhi Andrade
Sinopse: 
Várias poetisas se reuniram numa antologia poética para mostrarem suas obras, e também num ato solidário ao próximo, arrecadarem verbas para doação a um Instituto de combate ao câncer de mama.
Preço de venda (Versão impressa): R$ 31,04
Edição: (1) (2017) 
Número de páginas : 147
Palavras-chave: 

Compre aqui o livro 'Segunda Antologia Literária Feminina


UM POUCO DE HISTÓRIA

   1ª Exposição Literária Feminina “Mulheres Nuas"
   Aconteceu do dia: 13 a 30 de abril de 2008, no POUPATEMPO da Estação Metrô Corinthians Itaquera-SP. No início com 17 poetisas, atingindo o número de 62 até o ano de 2010.
Idealizador: Paulinho Dhi Andrade
Colaboradoras: Iriene Borges, Allanna Menezes e Li Nardi
.
   Quando resolvi fazer algo diferente naquilo que mais gostava, literatura, pus-me em xeque, pois tudo me parecia praticamente inviável àquelas alturas, onde quase tudo já tinha sido criado ou copiado. 
   De repente uma ideia de, em um provável livro a ser escrito, pôr a imagem de uma mulher nua parecia ser algo viável. Não sei o porquê, mas, mais uma vez tive a sensação de que não daria certo, principalmente porque fugiria ao tema no qual estava acostumado a escrever, poema que falavam coisas bem diferentes de nudez feminina. Eu escrevia muito sobre questões que cobravam respostas religiosas. Além disso, eu não tinha tantos poemas ou contos assim que pudessem servir como base, caso meu projeto fosse tematicamente sensual. Em, 2007, não tenho muita certeza do ano, passei a ser integrante da Comunidade Literária “Bar do Escritor” no Orkut. O grupo, certa vez, reuniu-se em um bar na Vila Madalena, em tal encontro eu não estava presente, pois não fiquei ciente de tal momento. Na segunda vez, marquei minha presença no Bar Mada, também nos Jardins, em São Paulo. A partir daí, houve outros encontros em saraus, sendo que um dos mais marcantes para mim, foi o Politeama Sarau Diversos, organizado pela poetiza Barbara Leite. Por já conhecer a poetisa Ivone Fs e a poetisa Flá Perez de alguns encontros do Bar do Escritor, sempre conversávamos a respeito de projetos literários.
   Expliquei para a Ivone Fs., sobre o que me passava pela cabeça, ela tentou me ajudar com algumas ideias, o mesmo fez a Flá Perez. De repente, de forma individual, deixei bem claro para elas que havia me ocorrido a ideia de escrever um livro e por na capa o corpo nu de uma mulher, e ambas tiveram a mesma dúvida que eu tive logo quando comecei a elaborar tal ideia: “Meus poemas não combinavam com nudez.”.
   Em 1997, eu havia feito uma exposição com meus poucos poemas e contos/crônicas no Parque Chico Mendes, Zona Leste de São Paulo. Minha primeira exposição literária. Tal lembrança me fez sorrir como se sorri aquele que tem uma grande ideia em momentos de apuros. Sim, uma Exposição, mas dessa vez não seria com os meus poemas e sim com poemas de outras pessoas, e material para isso eu tinha sobrando, onde? No Bar do Escritor. Resolvi convidar todos os membros da Comunidade para uma “Grande Exposição Literária”, mas quando me perguntaram qual seria o nome dela, gaguejei, eu ainda não havia pensado nisso... e agora?
   Em mais um sarau, outra conversa com a Ivone Fs e a Flá Perez, alguns amigos delas estavam presentes e nada disseram a respeito, apenas ouviam o teor do assunto. Cheguei a pensar em desistir do projeto, mas eu já havia dado a ideia no Bar do Escritor, então nada de desistência, eu tinha que continuar e continuei...
   A ideia maior foi separar os gêneros, seriam duas Exposições, uma masculina e outra feminina, sendo que daria mais atenção à feminina. Então comuniquei a todos da Comunidade, e deixei bem claro que o título seria revelado em breve, pois eu já tinha alguns elaborados, não eram nada atraentes, tão sem graça que até os esqueci.
   Em 2008, comprometido em um relacionamento, antes de ter criado alguns títulos, conversei com minha namorada a respeito de meu projeto. Ela ficou contente por eu ter tal ideia. Numa conversa em seu portão, pois estava ao volante do carro da empresa onde trabalhava de forma terceirizada para a Bandeirantes, Companhia Elétrica de Guarulhos, quando perguntei a ela se teria coragem de pousar nua para a capa de um livro, caso eu o escrevesse. Ela riu e disse: “Você não teria ciúmes?”, Rimos e fui embora rumo à empresa, já era final de expediente.
   No caminho, tentei encontrar algum nome que faria sentido para a Exposição feminina. Muitos títulos vieram, mas nada me agradava. Alguns foram: “Mulheres Independentes”, “Mulheres Poetas”, “Mulheres que Fazem”, “Mulheres que fazem tudo”... nada me atraia em tais títulos. Talvez por ter sido o último a ser pensado, o “Mulheres que fazem tudo” não saía de minha cabeça. E como um pensamento puxa o outro, tal fixação me fez perguntar em solilóquio, deixando meu parceiro no banco de passageiros com dúvidas a respeito de minha sanidade ao me ver falando sozinho, “Mulheres que fazem tudo?”, e o que elas fazem? Percebi que meu parceiro soltaria uma piada e de propósito dei uma freada no carro, ele deve ter percebido minha intenção ou ficado com medo. “Mulheres que fazem de tudo”... Isso mesmo! Elas fazem tudo hoje em dia. Lembrei-me de uma mulher morena com feição de mãe e deveres de pai, dirigindo um caminhão pipa em frente a empresa onde eu recolhia minhas ordens de serviços para serem executadas nas ruas. Lembrei-me de algumas motoristas de ônibus, táxis, metrô, professoras, advogadas, médicas, artistas de cinema e novelas, pintoras, donas de casa, fazendeiras, políticas, ativistas culturais e sociais... enfim, elas realmente já faziam de tudo. “Mulheres que fazem de tudo”. Não! Não era o título que eu esperava... Tinha que haver outro melhor... Perguntei-me então: Por que “Mulheres que fazem de tudo?”, a resposta me veio de uma forma que nem eu sei explicar: “Porque elas se despiram de muitas coisas.”.
   Isso! “Mulheres Nuas”. Nuas de dogmas religiosos, preconceito machista, opressão política... mulheres que davam aulas, compunham e cantavam grandes músicas, garantiam a segurança pública e higiênica, participavam de projetos que visavam o bem estar de sua nação... isso mesmo, “Mulheres Nuas”.
   Assim nascia o Projeto Literário Feminino “Mulheres Nuas”.
Março de 2008, comecei a solicitar nomes e textos das prováveis participantes do projeto. No início somente 17 poetisas se inscreveram. Após me enviarem suas biografias, textos imagens de rosto, juntei ao projeto e levei tudo para a administração do Poupatempo na Estação do Metrô Corinthians Itaquera. Depois de entregue, eu deveria aguardar no mínimo quinze dias para saber se seria aprovado ou não. Quinze dias, “quinze anos”, que ansiedade.
   Logo que recebi uma ligação da secretária do Poupatempo, da amiga Silvia, para que eu comparecesse ao local para conversar, imaginei que tudo havia dado certo, caso fosse o contrário ela me falaria por telefone poupando-me a viajem, dito e feito, a notícia era boa. Entreguei em mão todos os textos para a Silvia e sua chefe Maria, para que elas os ampliassem devido terem sidos impressos em folhas A4.
   Mas como nem tudo que reluz é ouro, a Maria, responsável pela liberação do espaço onde se realizaria a exposição, barrou o título “Mulheres Nuas”, alegando que muitas crianças poderiam comparecer no local e não seria nada bom, principalmente se estivessem acompanhadas de seus pais. “E agora?”, pensei, depois de tanto trabalho para encontrar um nome para o projeto, de repente um empecilho. “Podemos usar outro nome, por exemplo: ‘Mulheres em destaques”, disse-me ela com ar de inteligência, como se fosse seu o projeto. Senti certa barreira particular vindo dela, e logo confirmei minhas suspeitas, ela era religiosa e achara o título obsceno.
   Resolvi aceitar, pois o importante era que eu havia conseguido um lugar para fazer a exposição. E não era um lugar qualquer, era um espaço onde grandes artistas expuseram suas obras. Eu estava me sentindo realizado com tudo aquilo. Após marcar a data de realização, avisei os membros do Bar do Escritor. Muitos ficaram eufóricos, contentes ao extremo, principalmente as poetisas. No dia 13 de abril de 2008, fui o primeiro a chegar ao local.
Dei alguns retoques e ouvi muitos parabéns dos funcionários do Poupatempo. Algumas fotografias foram tiradas com funcionários e leitores. Por motivos de compromisso, na mesma data da realização da exposição, tive que sair mais cedo e não pude esperar um grupo de amigos do Bar do Escritor formado pelos poetas: Barbara Leite, Maria Júlia Pontes, Carla Abreu, Cesar Veneziani, Anderson H., e a amiga Marina Franciulli.
   No dia seguinte a visita foi das poetisas, Rita Medusa e Ivone Fs. Nos momentos em que todos eles compareceram ao local, registraram com fotos.
Os textos foram expostos em painéis de latão na cor preta com frente de vidro.
Até o momento da primeira exposição, ainda não tínhamos uma logomarca, foi ai que a amiga Marina Franciulli bastante criativa, nos brindou com um Flyer em cor azul, onde mostra uma mulher pousada com os braços abertos em paralelo ao chão e um pano sobrevoando sua cabeça. Um símbolo que caiu bem ao projeto por dar a sensação de liberdade à mulher.
   O projeto estava dando certo. Depois da primeira exposição surgiu a segunda, esta fora de São Paulo, no Maranhão. Uma das participantes, Allanna Sanches Menezes, deu a ideia de expor os textos em uma Biblioteca da Universidade Federal UFMA em Imperatriz do Maranhão, onde acontecia o Salimp, na data de 1 a 4 de setembro de 2009. Assim o projeto que havia nascido em São Paulo começou a crescer pelo Brasil afora.
   A terceira Exposição aconteceu no CDC, Tide Setubal em São Paulo. Zona Leste, Em seguida vieram várias, inclusive duas organizadas no Estado do Paraná por Sônia Sonia Cancine e Iriene Borges, em Cidades diferentes.
   Logo no início das exposições, resolvi parabenizar as participantes com um certificado de participação. Ao desenhá-lo, o levei para uma gráfica e fiquei surpreso com o valor cobrado, na época a matriz custaria R$40.00 e cada impressão R$ 15.00. Resolvi encomendar o serviço, mas eis que de repente recebo uma notícia muito preocupante da empresa onde trabalhava, demissão em massa. Adiei a encomenda até que eu começasse a receber o salário desemprego, e ao receber a primeira parcela voltei à gráfica. Logo no primeiro mês a situação começou a apertar, desempregado e sem perspectiva alguma de um novo emprego, quase desisti da encomenda completa, eu poderia encomendar a metade e depois a outra parte, mas alguma coisa me mim dizia para continuar. Certo dia a poeta Barbara Leite entrou em contato comigo via celular e quis saber como eu havia conseguido os certificados se eu estava desempregado.
   Então eu expliquei tudo e ela ficou brava comigo. Disse que tomaria providências para que todas as meninas do projeto participassem com uma quantia para ajudar a pagar a gráfica, e foi assim que muitas delas ajudaram.
   A poeta Carla Abreu também teve um papel muito importante no projeto, ao saber que a amiga Marina Franciulli havia elaborado o Flyer para a exposição, ela encomendou em uma gráfica a sua reprodução em papel cartão para ser distribuído entre os participantes do Sarau Politeama no momento em que fora entregue os certificados.
   Apesar dos momentos de alegrias durante todo o momento de exposições, tivemos também dois motivos para ficarmos tristes... as ausências de duas poetas maravilhosas. Primeiramente a escritora Heloisa Galves, criadora da marca infantil Além da Lenda, em seguida a poetisa e artista plástica Angela Oiticica O falecimento de ambas fez com que um projeto de livro, com 12 participantes, ficasse parado, pois não havia em nós motivação para dar continuidade. Depois de passar o choque e nos conformarmos com a situação, resolvi seguir o que havia parado, e foi então solicitado da poeta e participante da exposição, Larissa Marques, a produção do primeiro livro dedicados a elas, 1ª Antologia Literária Feminina “Mulheres Nuas”, Editora Utopia.
   Assim o projeto segue até a 9ª exposição, e esperamos que volte a caminhar com toda a força de antes...
Aqui tenho a agradecer os amigos que colaboraram para que o projeto desse certo.
   O primeiro veículo de comunicação utilizado para a divulgação foi a Comunidade Bar do Escritor criada pelo amigo escritor Giovani Ieminii. Agradeço também ao escritor Cristiano Deveras pelo imenso apoio com elogios às meninas e suas obras. À Iriene Borges, Sônia Sonia Cancine e Allanna Menezes que contribuíram com exposições feitas em suas cidades.
Tem muita gente para ser agradecida... Desculpem-me as que esqueci o nome agora, mas assim que encontrar alguns registros deixarei aqui o nome de todos. Principalmente das participantes...

...Segue alguns nomes de participantes:
...Allanna Menezes, Barbara Leite, Sônia Sonia Cancine, Rosangela Primo, Maria Ligia Ueno, Cristhina Rangel, Rita Medusa, Angela Oiticica, Heloisa Galves, Ivone Fs, Ana Cristina Martins, Larissa Marques, Iriene Borges, Flá Perez, Lili Ribeiro, Érica Cristiane, Maria Júlia Pontes, Marcia Mattoso, Regina Zamora, Jessiely Pinheiro, Betty Vidigal, Li Nardi, Clau Assi, Mônica San, Ruth Cassab Brolio, Mariângela Padilha, Rosa Cardoso, Camila Carolina Bonfim,
Alana Nunes...


   RELAÇÃO DAS EXPOSIÇÕES JÁ REALIZADAS:
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   Exposição Mulheres Nuas" Poupatempo Corínthians Itaquera SP
Participação com poesias - Exposição Organizada Por Paulinho Dhi Andrade

   Exposição "Mulheres Nuas"Biblioteca UFMA Imperatriz do Maranhão
Participação com poesias - Exposição idealizada por Paulinho Dhi Andrade - Organizada por Alanna Sanches
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   Exposição"Mulheres Nuas"CDC Tide Setubal São Miguel Paulista SP
Participação com poesias - Organização Paulinho Dhi Andrade
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   Exposição "Mulheres Nuas" Biblioteca do Paraná
Participação com poesias - Exposição Idealizada por Paulinho Dhi Andrade - Organizada por Iriene Borgese e Liliane Jochelavicius
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   Exposição "Mulheres Nuas"- SALIMP
Participação com poesias - Exposição idealizada por Paulinho Dhi Andrade - Organizada por Alanna Sanches
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   Exposição "Mulheres Nuas"- São Miguel Paulista SP 18 a 20 de 2010
Participação com poesias - Exposição organizada por Paulinho Dhi Andrade
.
   Exposição"Mulheres Nuas"- Centro Cultural Guaianazes Lajeado – SP
Participação com poesias - Exposição organizada por Paulinho Dhi Andrade
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   Exposição"Mulheres Nuas"- Biblioteca Vicente Paulo Guimarães SP 19 março de 2010
Participação com poesias - Exposição organizada por Paulinho Dhi Andrade

.
   Exposição "Mulheres Nuas"EMEF Pe. Emílio Miotti SP 18 março de 2010 Participação com poesias - Exposição organizada por Paulinho Dhi Andrade e Aline Nardi


Encontre o livro no Site do Clube de Autores: 
https://clubedeautores.com.br/backstage/my_books/225971
Encontre o organizador no Facebook: 
https://www.facebook.com/paulinhodhi.andrade
Fanpage da Antologia:
https://www.facebook.com/Exposi%C3%A7%C3%A3o-Liter%C3%A1ria-Feminina-Mulheres-Nuas-221383191333301/?fref=ts

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Poesia Estradeira



Caríssimos, segue um poeminha presente no meu novo livro, Poesia Estradeira.






Barra do Guaicuí

Há uma ruína em Minas
Uma árvore antiga abraçando uma velha igreja
Igual a outras pelo mundo
A natureza retomando seu lugar,
envolvendo suas raízes como um rio pela planície
A beleza da construção precisando se conformar
que não reina mais sozinha

Não há disputa, há complemento
Assim como razão e emoção
Ying e yang
A árvore sozinha tem sua beleza
A igreja também
Mas as duas juntas, imiscuídas, abraçadas,
tem a beleza única

de dois apaixonados se amando.



quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Pintura de Hugo Paz para fechar 2016



Título: Natureza e paixão


Estilo: Surrealismo/primitivismo


Composição: Tinta acrílica em tela


Artista: Hugo Paz



quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

MANUAL DO ESCRITOR

O livro
MANUAL DO ESCRITOR – uma amostra.
Roberto Klotz

5.1 Abertura

As regras da escrita foram estabelecidas para facilitar a vida do leitor assim como as regras do trânsito foram desenvolvidas para evitar o caos nas ruas.

Esqueça as literatices. Crie parágrafos e recue os inícios de parágrafos.

As primeiras linhas devem seduzir. Deve-se criar um clima emocional logo no início da narrativa. Evite incluir informações que sobrecarreguem. Provoque a curiosidade através de emoções como assombro, desejo, repulsa, ódio, coragem, alegria, medo, vergonha, raiva, felicidade, orgulho, inveja. Crie uma tensão.
Metamorfose – Franz Kafka – novela
Certa manhã, ao despertar de sonhos intranquilos, Gregor Samsa encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso.
O tcheco revolucionou ao abrir a história com uma proposta fantástica. Criou um paradigma assustador e precisou convencer os leitores da sua verossimilhança.
Vidas secas – Graciliano Ramos – romance
Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos da caatinga rala.
Com palavras áridas, Graciliano mostrou a falta de perspectivas da família. A grande meta a ser atingida é a modesta sombra de um juazeiro.
O estrangeiro – Albert Camus – romance
Hoje, morreu mamãe. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do asilo: “sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pêsames.” Isto não esclarece nada. Talvez tenha sido ontem. 
O pensamento hesitante sobre a data da morte materna leva-nos a questionar o amor pela mãe e a perguntar, secretamente, por que não deveria amar a mãe.
O túnel – Ernesto Sábato – romance
Bastará dizer que sou Juan Pablo Castel, o pintor que matou a María Iribarne; suponho que o processo está na lembrança de todos e que não se precisam maiores explicações sobre minha pessoa.
Dificilmente as pessoas assumem os erros, quanto mais um assassinato. Neste caso, a provocação é que todos conhecem a causa menos o leitor.
A humilhação – Philip Roth – romance
Ele perdera a magia. O impulso se esgotara. Ele nunca havia fracassado no teatro, tudo o que fizera sempre fora vigoroso e bem-sucedido, e então aconteceu esta coisa terrível: ele não conseguia representar. Subir ao palco tornou-se uma agonia. Em vez da certeza de que teria um desempenho maravilhoso, sabia que ia fracassar. A coisa aconteceu três vezes seguidas, e na última vez ninguém mostrou interesse, ninguém foi. Ele não conseguia se comunicar com a plateia. Seu talento havia morrido.
O romancista norte-americano comparou a instalação do fracasso de um ator à instalação do desastre sexual masculino. Ao comparar potencializou a situação desesperadora.
Cem anos de solidão – Gabriel García Márquez – romance
Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo. Macondo era então uma aldeia com vinte casas de pau a pique e telhados de sapé construídos na beira do rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos. O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome, e para mencioná-las era preciso apontar com o dedo.
A morte sempre é chocante. Ainda mais se sabemos a hora em que ela vai ocorrer. No exato momento do fim, procura recordar tudo o que aconteceu com as gerações dos Buendía desde os tempos da era do gelo, numa espetacular antítese.
Ana Karênina – Leon Tolstói – romance
Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.
O questionamento é imediato: porque infelizes?
Nota do editor: Você se lembra do alerta: “É desastroso autores forçarem situações para expor o resultado de toda a pesquisa realizada.”? 
— Aqui há exemplos demais!
MANUAL DO ESCRITOR 
O Lançamento aconteceu no dia 09 de novembro – quarta-feira – no Carpe Diem da Asa Sul - Brasília


Livros só com o autor através do E-mail: r-klotz@uol.com.br 
Encontre o autor no Facebook: Roberto Klotz

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

"CURVAS DO CAMINHO"




Aqui prostro-me
Porem de pé ventos a suportar
Aos que pedras atiram
Sem ao menos ter direção

Opacas luzes provem da noite
Ainda que raios como açoite
Corte-lhe o dorso ferindo-lhe o rosto
Descrevendo palavras silvando ao ar

Luzes que se fazem presentes
Em noite de brilho uniforme mesmo sem luar
Eis me aqui cegas palavras sem se preocupar
São textos colhidos das lembranças a flutuar

Nada aqui à de me lembrar
As frases que já ouvi, quem sou?
Duvidas a mim retribuídas quantas lições
Que por alguns instantes me ausentei

Incautos põem-se a vangloriar
Um voo as cegas como palavras sem direção
Arrebatam as perfumadas e meigas pétalas
Matando as flores ceifando a primavera

Sem começo próximos ao fim
Eis que surgem os paladinos, caprichosos desatinos
Colocam-se a gritar a plenos pulmões
Ao fio da espada a chibata das palavras faz sangrar

Prostrado as águas salgadas belo mar
Pedras sem direção se faz açoitar
Verdades ó as verdades como as garimpar
Reflitas frente ao espelho ainda que por um instante

Um gigante açoita impiedosamente ao servo
Olhos reluzentes de noites ocultas sem luar
O poderosos são os braços da aparente "razão"
Com a mordaça da transparência silenciosa a subjugar


A cada curva em forma de "U" encontrada no caminho
Esconde-se uma esquina, uma palavra esquecida
Pelos atalhos de uma vida nova jornada a se iniciar
Para quem sabe um dia todos os caminhos se encontrar


Poeta do Sertão
06-10-2013

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

"INDEFESOS LIVROS SERVINDO AOS OLHOS E SUA NUDEZ"




Abençoado seja o homem,
Que da cultura se alimentar
Viver em comunhão com a literatura
E seus conhecimentos compartilhar

Feliz é a nação que do livros fizerem sua morada
Olhos que a nada vêm, crua nudez de conhecimento 
Como a um murro imaginário oculto ao saber
O abandono das letras entregues a solidão

Eu sou o silencio palavras incompreendidas
Literatura amargurada perdida, livros sem vida
Como nestas palavras se amparar se os olhos não as tocar
À quem possa percorrer o mundo das palavras sem as ver?

Livros silenciosos indefesos se ofertando ao saber
Olhos desconhecidos cruzados que a nada veem 
Por onde anda as palavras que já não são ouvidas
Preciso seria aos livros se rebelar para a vida, vidas lhes dar
Para que os olhos da vida voltassem a se entender se amar

Indefesos livros servindo aos olhos de desvairada nudez
Dedos que tocam as palavras que não as podem ver
Multidão silenciosa, cultura entregue a solidão
Sentida ouço a voz dos livros ignorada por ingratidão 


Poeta do Sertão
30-11-2016

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Contra todas as probabilidades

"AOS LÁBIOS, O NÉCTAR DAS FLORES"


                             soneto


Por caminho escondido
Como as águias em seu renascer
Quando isola-se para rejuvenescer
Em suas asas plainando

As pérolas nas profundezas a se reproduzir
Almas apaixonadas como pérolas a se lapidar
Plenas como as águias solitárias a se renovar
Orfeu toca sua lira para os anjos ouvir    

Paixão distribuindo gotas de amor
Hoje as sementes no jardim a se transformar
Quando chegar a primavera se apresenta como flor

O sorriso valorizando um belíssimo olhar
O néctar extraídos das flores
Lábios entre abertos anseiam por beijar


                     Poeta do Sertão
                          30-11-2016

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

"O SOL NÃO DEIXARA DE BRILHAR"


                     soneto


O sol que brilha na cidade da esperança
Hoje escritas dores lagrimas e oração
Olhares silenciosos tomados pela emoção
De repente tudo se transforma em lembrança

O caminho traçado passos e degraus a galgar  
Fica em todos um vazio, como explicar
Almas inconsoláveis abraços mãos a se tocar
Vidas perdidas sem ter como evitar 

Vão-se os corpos fica a historia 
É o sol que brilha assim como ao luar
Serão sempre campões em nossa memoria 

Na cidade da saudade o brilho não ira se apagar
Força Chapecoense não há de sucumbir 
Renasceras das cinzas para aos seus heróis saudar 

"O SOL EM TI JAMAIS DEIXARA DE BRILHAR"


                        Poeta do Sertão
                            30-11-2016